Leigos Missionários Combonianos

Reler e reler-me: a família e o projeto de vida

LMC Portugal Foi nos passados dias 19, 20 e 21 de Maio que decorreu a 9ª unidade Formativa LMC em Viseu, com o tema “Reler e reler-me – a família e o projeto de vida”, orientado pelo psicólogo Dr. Miguel Villas Freitas.

A formação teve início no fim da tarde de dia 19, Sexta-feira. Depois de uma calorosa receção, lá nos fomos juntando, com troca de sorrisos, beijos, abraços e novidades! Sim, são abraços à LMC, como eu lhes chamo, por serem bem apertados e genuínos de quem anseia encontrar-se para partilhar momentos únicos e muito enriquecedores!

Iniciámos o dia de Sábado com uma breve abordagem do formador, para que entendêssemos melhor o que é reler-me: fazer uma leitura pormenorizada dos acontecimentos passados e das minhas características; tomar consciência de que ninguém o faz por mim; é um tornar-me presente diante da “Presença” para um encontro comigo próprio! E como “cada um de nós se define pelas relações que mantém com o outro”, este encontro foi feito em grupo e assim encontrámos juntos os sinais desta “Presença”.

Em seguida, com a orientação do formador, cada elemento do grupo foi incentivado a fazer uma viagem ao seu passado, localizando-se num período da vida onde fora muito feliz! Depois de uma pausada análise dos motivos impulsionadores dessa felicidade, fomos solicitados a transportar esse estado de espírito de paz, sucesso, bem-estar, alegria, realização e felicidade, para o momento presente. Cada um foi ao encontro da sua pérola de sabedoria que desencadeou tanta felicidade nesse período que cada um reviveu. É necessário recuperar esta pérola, trazê-la para o hoje, cuidar dela!

Analisámos experiências bíblicas de um reler interior como por exemplo, o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús e o encontro de Jesus com Nicodemos. São experiências onde se passa inevitavelmente pelas seguintes etapas: (1) Reformar; (2) Conformar; (3) Transformar; (4) Confirmar.

Quem passa por elas analisa as zonas do seu ser que precisam de ser convertidas, procura tomar a forma de Jesus, transforma-se e passa a viver em conformidade com esta transformação. Assim, sai de si, abandona as falsas seguranças e vai para uma lógica de entrega e serviço. Passa a procurar não só o que dá bem-estar, que satisfaz, mas sobretudo o que realiza e deixa marcas mais profundas no seu caráter!

Ao logo da manhã foram-nos proporcionados momentos de reflexão individual, seguidos de partilha a dois e, depois, com todo o grupo.

Concluímos a manhã de reflexão com o visionamento do documentário “Celebrando o que o mundo tem de bom” da National Geographic, riquíssimo em mensagens relacionadas com a procura do que há de mais belo neste mundo.

Durante a tarde refletimos sobre as 24 forças de caráter, escolhendo cada um, aquelas que o impulsionam à ação com toda a naturalidade. Questionamo-nos, individualmente, sobre quais as energias que precisam de ser mais trabalhadas em nós próprios e quais as mais indispensáveis em terreno de Missão como LMC.

De seguida fizemos a reflexão individual, com questões muito concretas para responder e partilhar depois, sobre dois pontos: (1) A minha paixão; (2) O meu propósito.

Na oração da tarde tivemos momentos de grande interioridade e partilha. Ele, Jesus Cristo, está ali connosco e o seu Espírito fala em cada um. Como é bom estarmos ali reunidos no cenáculo!

À noite, e para relaxar, sem perdermos o espírito de interiorização, vimos o filme: “O Mordomo”.

No Domingo surgiram mais momentos de oração e partilha.

Foram-nos apresentados 3 quadros à volta dos quais, deveríamos colocar nossa atenção e reflexão:

  • “Jesus mostra as suas feridas a Tomé!”

– Quais as minhas feridas? Como assumi-las em vez de as esconder?

  • “Pegadas na areia!”

– Reler momentos da minha vida em que Jesus me pegou ao colo. Com quem e através de quem?

  • “Diminuir o tamanho da minha cruz não é solução.”

– Tenho consciência de que sempre que tento diminuir a minha cruz perco a oportunidade de crescer a nível humano e espiritual?

Individualmente definimos um propósito para ser levado para casa como desafio e ponto de esforço, tendo em vista que só comprometendo-nos com a mudança poderemos ser felizes!

Em conclusão: Só me encontrando comigo, vendo como sou realmente, quais as minhas feridas, que cruz carrego eu e colocando tudo nas mãos de Deus, deixando-me transformar, é que aprenderei a ser o melhor de mim para o mundo, percorrerei o caminho que me levará à Missão e a ser feliz nesta missão à qual estou destinada!

LMC Portugal Gloria Rocha

“E tu Maria, que nos dizes da missão?”

Pedro LMC PortugalFoi nos dias 29 a 30 de Abril de 2017, que fomos acolhidos com muito carinho na casa das Missionárias Seculares Combonianas no Porto, onde se realizou a 8.ª unidade formativa dos LMC, com o tema “E tu, Maria, que nos dizes da Missão?”, o qual teve como formador o LMC Pedro Moreira.

O encontro começou na sexta-feira à noite com a chegada dos formandos. Para mim, em especial, foi um grande momento de reencontros, que me encheu o coração de alegria, por estar de novo com quem já sinto família de caminhada. Que verdadeira Graça de Deus cada um e que prova de que “não há longe nem distância”.

O tema foi abordado durante todo o dia de sábado e a manhã de domingo.

«Quereis oferecer-vos a Deus?», a mesma pergunta que Nossa Senhora fez aos Pastorinhos em Fátima, foi o nosso mote inicial para que soubéssemos onde nos dirigíamos e onde voltar sempre.

Através do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luís Maria Grignion de Montfort e da Encíclica “Redemptoris Mater” de São João Paulo II o Pedro Moreira foi-nos guiando e dando-nos o seu testemunho com muita simplicidade, reflectindo a sua bonita relação de intimidade, devoção e amor com, em e por Maria, nossa Mãe.

“Quanto mais aprofundamos Maria, mais missionários ficamos.” foi uma das afirmações que ficou a ressoar dentro de mim e a inquietar-me durante o encontro.

Através de trabalho em grupo meditámos a palavra de Deus procurando virtudes missionárias em Maria, foi uma oportunidade de validação do quão missionária foi Maria, a partir do momento do seu “Sim” até ao Cristo Crucificado, que ali na cruz no-La entregou como nossa Mãe, fazendo com que assim, ela renovasse o seu “Sim” com tamanha obediência, fidelidade e confiança à vontade de Deus. Tudo para Maior Glória de Deus.

Tivemos ainda momentos de reflexão pessoal que nos permitiram aprofundar a nossa relação com Nossa Senhora e ajudar-nos a sermos missionários como Maria.

“Ao ouvir estas palavras ela perturbou-se.” Lc 1, 29

“E eu, como reajo perante a voz de Deus que se manifesta na minha consciência? Especialmente quando sinto que sei qual o caminho certo mas não tenho coragem para o seguir…”

“Ser missionário exige consciência da nossa pequenez e fragilidade, porque é aí que Deus se manifesta.”

“É a partir de dentro que Maria opera em nós a conversão. O anúncio de Jesus é profundamente íntimo, porque nele se expressa o amor de Deus para connosco e o nosso destino eterno.”

“Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor.”

Deixou-vos estas citações que me tocaram, ou até perturbaram, ao perceber o quanto tenho que crescer na minha relação com a Mãe. Maria que é o caminho de Amor até Jesus. Quem melhor conhece o filho que Sua Mãe? E se seguimos o que amamos, e só amamos o que conhecemos, é este o caminho a que somos chamados a trilhar como missionários.

Em comunidade rezámos o terço, entregando as nossas intenções e entregando-nos ao Imaculado Coração de Maria, Rainha da esperança e da paz. Recordando a Consagração da África à Virgem de La Salette, feita por São Daniel Comboni: “Ó Maria, mostra-te também rainha e mãe dos pobres negros, porque também eles são teu povo. … Sim, boa mãe de misericórdia, tu és a Mãe dos negros. Neste momento, eu, seu pai e missionário, coloco-os todos a teus pés, para que tu os metas todos no teu coração; mostra-te Mãe!” E 1639 – 1644

Sábado à noite assistimos ainda ao filme “Maria, filha de seu filho”, que mostrou o papel fundamental de Maria na obra do seu filho Jesus, ela que mesmo sem compreender tudo, confiou e esperou com fidelidade, unindo a sua vida à missão e realidade divina do seu filho.

Domingo foi mais uma oportunidade para reflectirmos a dimensão “Nós e(m) Maria”, nós como filhos de Maria, através da meditação da história biblíca de Rebeca e Jacob.

Terminámos este nosso encontro com a participação na Eucaristia na Paróquia de Nossa Senhora da Areosa, onde tivemos a oportunidade de praticar durante a sagrada comunhão a devoção sugerida por São Luís Maria Montfort, porque quanto mais deixarmos Maria agir na comunhão, mais Jesus será glorificado.

Muito grata por mais este passo e pela dedicação de cada um!!

“Quem não tem Maria por Mãe, jamais terá a Deus por Pai.” São Luís Maria Montfort

Que o carisma e a fé de São Daniel Comboni continue a ser o nosso exemplo nesta caminhada como Família Comboniana, para que sejamos humildes missionários. Deixo-vos este excerto de Comboni, no Acto de consagração da África Central a Nossa Senhora do Sagrado Coração, a 08/12/1875, rezemos juntos:

«E Vós, ó Maria, ó Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus, cuidai de nós pobres filhos, guardai-nos como herança e propriedade vossa.

Sede nossa guia nas viagens, a nossa mestra nas dúvidas, a nossa luz nas trevas. Sede nossa saúde e vigor na enfermidade, nossa advogada, nossa mãe perto do Coração do vosso bendito Filho Jesus em toda a nossa vida.»

LMC PortugalPor Vanessa Sofia Pedro

LMC Portugal

 

Com Maria, peregrinas do Amor

LMC comunidadTal como aquele que se põe a caminho e sai do conforto da sua casa, também nós, mochila às costas e com o coração repleto de certezas e dúvidas, nos pusemos a caminho… Peregrinas, numa estrada que não tem início nem fim, por caminhos já percorridos, outros que jamais percorremos. Avançamos por terrenos descobertos, por solos cheios de história, por ruas cobertas de um amor livre, avançamos com Ele, e plenas de Maria.

Na alma a certeza de que somos eternos peregrinos, de que somos a exemplo de Jesus, simples refugiados em busca de Deus, em busca de plenitude e liberdade…

Partimos e nascemos como comunidade no mês de Maria, no mês do centenário das aparições de Fátima. Sentimo-nos enviadas por Maria. Inspiramo-nos nela, missionária do sim. Procuramos seguir os seus passos. Ser missionário é sentirmo-nos como Maria grávidas de Jesus, é ser sacrários vivos de Jesus, é levar Jesus.

Estamos longe mas sentimo-nos peregrinas do Amor e sentimo-nos a caminhar com todos quantos se reúnem em Fátima festejando a graça e a misericórdia das aparições de Nossa Senhora junto com o Papa. Sentimos que hoje, e em tantos outros dias, Maria aparece no nosso coração revestindo-nos de Graça, Amor e Misericórdia. Todos somos chamados a segui-la. Todos somos chamados a ser missionários, como ela.

Não tenhais medo. Pois achaste graça diante de Deus – disse o anjo a Maria. Deus criando-nos à sua imagem olha-nos constantemente com uma ternura imensurável, encontra em cada um de nós um refúgio para habitar. Chama-nos. Envia continuamente anjos a dizer-nos para não termos medo que Deus achou graça em nós e nos convocou a ser missionários do amor. Nós respondemos-lhe tantas vezes com: Eu? Mas eu, Senhor? Nós, que tantas vezes olhamos para o lado pensando que se enganou. Nós, que tantas vezes ficamos presos nas feridas que temos dentro, nas angústias e nos caminhos que já percorremos, presos nas mágoas e imperfeições que temos e somos. Nós que tantas vezes duvidamos do chamamento de Deus. Impedindo-o de nos chamar. Confiemos. Sejamos como Maria, respondamos que SIM, levemo-lo dentro de nós para onde quer que vamos.

A missão precisa de nós. A missão chama por nós. A missão é difícil mas se vamos juntos, de mãos dadas, unimo-nos a Deus, tornamo-nos instrumento de Deus permitindo que Ele nos ame e trabalhe em nós. Digamos como Maria: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espirito se alegra em Deus meu Salvador”.

Familia Comboniana

Comunidade “Lisanga”

Aitana, David, Neuza e Paula

Nova comunidade de formação em Granada-Espanha (entre LMC de Portugal e Espanha)

3º Encontro da FEC – Missão, Culturas e Religiões

Curso fec PortugalFoi nos passados dias 11 e 12 de Março que decorreu a 3ª sessão de formação da FEC – Fundação Fé e Cooperação – subordinada ao tema Missão, Culturas e religiões. Desta vez, toda a formação decorreu na Casa dos Franciscanos Capuchinhos, em Fátima. O formador Ir. Vítor Lameiras, da Ordem Hospitaleira São João de Deus.

Só somos confrontados com a nossa cultura, quando conhecemos outra.

O sábado começou com o tema da Inculturação, como desafio de aproximação. O orador fez um breve esclarecimento, acerca do conceito de inculturação. Afirmou que inculturação decorre da capacidade de entrarmos em diálogo com outras culturas e nunca, a imposição da nossa própria cultura. Está intimamente ligada aos valores da fé cristã, e a sua adaptação a um contexto cultural diferente.

A tarde prosseguiu após um almoço partilhado, falámos sobre a Missão e culturas em Diálogo. E aqui tivemos a oportunidade de refletir sobre muitos pré-conceitos que poderão existir sobre as outras culturas e que, acima de tudo, os valores evangélicos patentes em todo o mundo e em todas as culturas, são os mesmos. Não são valores “só dos cristãos” mas sim, valores universais. E que valores evangélicos são estes? São valores que nos permitem o diálogo entre culturas: acima de tudo, o amor (“amar até ao limite de amar o inimigo e de dar a vida”), a tolerância, a humildade, o espirito, a doação, a aceitação, o sacrifício, a confiança, a fé, o ser fiável, a capacidade de escuta ativa, a abertura ao “diferente”, o desapego. Certos de que a nós compete-nos semear, não no compete colher.

Tendo a perfeita noção de que, a missão não existe enquanto mecanismo de fuga e a partida, essa, exige uma inteireza da nossa parte, exige um coração aberto ao novo, uma disponibilidade total da nossa alma, exige honestidade e humildade, valores enraizados no mandamento maior: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei”

A certeza única que nos acompanha é a certeza do amor, um amor gratuito, este é o principal valor que dará vida à missão.

Em seguida, vimos um vídeo sobre a experiência de missão da Catarina Lopes (da equipa da FEC)  Timor-Leste. E deste vídeo, fica-nos a imagem de uma grande Missionária. Verdade seja dita: em todas as formações a Catarina nos surpreende e nos faz pensar sobre algo, sobre a sua experiência Missionária e sobre os frutos que nela foram produzidos. Do vídeo ficaram-nos algumas frases que escrevia no seu diário de bordo durante a missão lá e que partilhou connosco:

“Aqui (em Timor Leste) chora-se a morte porque se celebra a Vida.”

“Compete-nos semear. Não nos compete colher.”

“Achei que ia salvar o Mundo (…). Descobri que o Mundo me salvou a mim.”

E após este vídeo emocionante, mãos à obra: prosseguimos com uma atividade prática de “Tu a tu”. Ou seja: o irmão Vítor lançou o desafio de falarmos um par sobre os nossos valores através das mãos. E aqui se desenrolou uma atividade interessante de conhecimento do outro e da sua forma de se dar a conhecer através das mãos. O que, acima de tudo, requer uma atitude de escuta ativa e de “não julgamento” do outro. No fim, cada um transmitiu ao grupo aquilo que o outro lhe tinha falado de si quer com palavras, quer com as mãos. Concluímos que as mãos e o modo como elas se relacionam com o mundo falam muito de nós e que é necessário olhar o outro sem preconceito. Um olhar que, certamente, é necessário quando estamos em relação entre culturas, em inculturação, envolvidos, dentro da outra cultura.

E mais uma atividade prática nos foi proposta pelo irmão Vítor em grupos em que havia um grupo (que encarnou uma população portuguesa específica) com necessidades específicas e um outro grupo de missionários. O objetivo era que o grupo com necessidades informasse o grupo de missionários quais as necessidades que tinham e que, desta forma, o grupo de missionários primeiro identificasse quais as capacidades/valências/dons que tinha, de que forma poderia responder às necessidades solicitadas, quais as características da população em causa (ritmo de vida, cultura, tradição, costumes, escolaridade, etc.) e, em segunda instância, em conjunto com o outro grupo concretizasse um plano de ação/missão com objetivos, metodologia e tempo. Desta atividade sortiram várias conclusões, nomeadamente: a existência de uma dificuldade de comunicação entre grupos e intra grupo, a importância da atitude de humildade de saber dizer “eu não consigo”.

Já à noite ouvimos o testemunho Missionário da Daniela Pereira da Juventude Hospitaleira, que partilhou a sua experiência de missão de um ano, em Moçambique. Uma experiência que a marcou para a vida, pelo menos era isso que reflectiam os seus olhos e a fragilidade da sua voz. O sábado terminou com a oração no Santuário de Fátima. Bem junto de Maria, houve oportunidade de refletir acerca de tudo o que ouvimos, e entregar-lhe o dia seguinte.

O Domingo começou com trabalho de grupo à semelhança daquilo que tinha sido feito no sábado: um trabalho no qual nos foi proposto uma dinâmica na qual haviam também dois grupos – um grupo de missionários que se preparavam para missão e do qual eram selecionados 4 candidatos para partir; um outro grupo que encarnou um povo de África à sua escolha. O grupo dos “Africanos” selecionou a República Democrática do Congo, identificando como problemáticas a exploração infantil e as condições de saúde. Apresentadas as problemáticas aos missionários “candidatos”, estes apresentaram-se a si e as suas motivações/capacidades/dons. Esta foi uma dinâmica ativa que nos permitiu, entre outras, alcançar uma perspetiva das dificuldades que a formação implica, nomeadamente: a dificuldade no encontro das necessidades especificas do país uma vez que não sabemos muitas coisas especificas de outras culturas; há muitos candidatos mas nem todos podem ir: um momento difícil na formação – o aceitar-se frágil, incompleto, a caminho, incapaz e que isso não é mau. Quando perdemos a capacidade de questionar, perdemos a capacidade de viver intensamente o Dom da vida. Quem Ama, Erra.

O encontro findou da melhor forma, com a Eucaristia no Santuário de Fátima.

Curso fec PortugalPor Carolina Fiúza y Neuza Francisco.

LMC Portugal

 

Um retiro que nos leva a saborear a vida

El silencio es un don de Dios, un don capaz de dar mucho fruto a los que se atreven a "perder" tiempo para ganar calidad de vida, una vida plena que sólo Jesús puede darnos. Todavía estoy saboreando todo lo que escuché, medité y sentí en el retiro de Cuaresma organizado por los Laicos Misioneros Combonianos y orientado por el Padre Horácio Rossas, MCCJ. Como hemos mencionado anteriormente, este tiempo de Cuaresma y, en particular, el tiempo que estuvimos en el retiro, es un tiempo que Dios nos ha regalado para "perder" tiempo con Jesús. Pero en el fondo, quien quiso pasar tiempo con nosotros fue el mismo Jesús. Es increíble, ¿no? Jesús quiso pasar tiempo conmigo y con todo el que se atrevió a salir a su encuentro. Alguien tan importante como Jesús, alguien que es Dios, no sólo quieren saber de mí y quiere estar conmigo, ¡es él quien quiere pasar tiempo conmigo! Se nos invitó a reflexionar sobre varios pasajes bíblicos que nos propusieron. ¡Fue intenso! ¡Fue emocionante! Como ya he mencionado, ¡la vida espiritual necesita momentos de gran silencio exterior y gran trabajo interior! Y este retiro fue muy fértil en momentos de reflexión, en momentos de encuentro personal con Dios y en momentos donde sentir Su amor puro, de una manera tan grande, como aquel momento en que dejó nuestro corazón limpio, después de que el sacramento de la reconciliación. Nada es por casualidad y seguro de que no fue un accidente empezar escuchando al comienzo del retiro, las palabras del Salmo 63: "¡Oh Dios, tu eres mi Dios mío! ¡desde el amanecer ya te estoy buscando! Mi alma tiene sed de ti". Recuerdo como reflexionamos sobre nuestra insistencia en querer hacerlo todo por nosotros mismos. ¡Los discípulos echaron sus redes y no pescaron nada! Pero cuando Jesús aparece... Ah, cuando Jesús aparece, ¡todo cambia! Después de todo, ¡es Él que hace todo posible en nuestras vidas! Qué bueno es entender que todos mis miedos, mis inseguridades, todos los obstáculos pueden ser superados si confío en Dios, un Dios que es amor y que nos ama hasta la última gota de amor. Por otro lado, fuimos invitados a meditar en qué medida permitimos que Dios nos ame... El discípulo amado puedo ser yo, ¡puedes ser tú! ¡El discípulo amado es todo aquel que permite que Dios entre en su vida y se deja amar por Él! ¡El amor de Dios es un regalo gratis! ¡Él no nos ama porque seamos guapos o porque sólo hagamos el bien! ¡Él nos ama tal como somos! ¡Él nos ama con nuestras limitaciones! ¡Él nos ama con nuestros errores! Honestamente siento que Dios me ama a pesar de todas mis debilidades y todos mis errores, me da una alegría y una paz interior que sólo puede venir de Dios... ¡Nunca nos debemos resistir al amor de Dios! ¡Debemos dejarnos amar como somos! También nos invitaron a reflexionar sobre el Cristo resucitado porque quien no hace la experiencia de Cristo resucitado todavía no dio un saltó de fe. La fe en la resurrección nos da una nueva mirada a la realidad. ¡Llegamos a ver la vida de otra manera! ¡Creo, sinceramente que este retiro me ha ayudado mucho en el crecimiento de mi fe! Yo, en realidad, me encontré con Dios varias veces este fin de semana: en las diferentes explicaciones de la palabra de Dios; en las meditaciones personales; en misa; en la reconciliación; en la contemplación de la naturaleza... Terminamos el retiro con la celebración de la Eucaristía dominical. Como la mujer samaritana, todos pedimos a Jesús: "Señor, dame de esa agua". ¡Al final todo es por Él! ¡Gracias Jesús por invitarnos a pasar este hermoso retiro contigo! ¡Eres importante para mí, Eres importante para nosotros, Laicos Misioneros Combonianos! ¡Te queremos! También en la Eucaristía del domingo, la LMC Cristina Sousa, con la familia LMC, declaró su compromiso. También ella hace parte del plan que Comboni soñó, también ella es una de las mil vidas para la misión. LMC PortugalO Silêncio é um dom de Deus, um dom capaz de dar muitos frutos a quem se atreve a “perder” tempo para ganhar vida de qualidade, uma vida plena que só Jesus nos pode dar. Ainda estou a saborear tudo o que escutei, meditei e senti no Retiro de Quaresma organizado pelos Leigos Missionários Combonianos e orientado pelo padre Horácio Rossas, MCCJ.

Conforme nos foi referido no início, este tempo de Quaresma e, de modo particular, o tempo que estivemos em retiro, é um tempo que Deus nos deu a graça de tirarmos, para “perder” tempo com Jesus. Mas, no fundo, quem quis perder tempo connosco foi o próprio Jesus. É incrível não é? Jesus quis perder tempo comigo e com todos os que se atreveram a ir ao Seu encontro. Alguém tão importante como Jesus, alguém que é Deus, não só quer sabe de mim e quer estar comigo, como é Ele quem quer perder tempo comigo!

El silencio es un don de Dios, un don capaz de dar mucho fruto a los que se atreven a "perder" tiempo para ganar calidad de vida, una vida plena que sólo Jesús puede darnos. Todavía estoy saboreando todo lo que escuché, medité y sentí en el retiro de Cuaresma organizado por los Laicos Misioneros Combonianos y orientado por el Padre Horácio Rossas, MCCJ. Como hemos mencionado anteriormente, este tiempo de Cuaresma y, en particular, el tiempo que estuvimos en el retiro, es un tiempo que Dios nos ha regalado para "perder" tiempo con Jesús. Pero en el fondo, quien quiso pasar tiempo con nosotros fue el mismo Jesús. Es increíble, ¿no? Jesús quiso pasar tiempo conmigo y con todo el que se atrevió a salir a su encuentro. Alguien tan importante como Jesús, alguien que es Dios, no sólo quieren saber de mí y quiere estar conmigo, ¡es él quien quiere pasar tiempo conmigo! Se nos invitó a reflexionar sobre varios pasajes bíblicos que nos propusieron. ¡Fue intenso! ¡Fue emocionante! Como ya he mencionado, ¡la vida espiritual necesita momentos de gran silencio exterior y gran trabajo interior! Y este retiro fue muy fértil en momentos de reflexión, en momentos de encuentro personal con Dios y en momentos donde sentir Su amor puro, de una manera tan grande, como aquel momento en que dejó nuestro corazón limpio, después de que el sacramento de la reconciliación. Nada es por casualidad y seguro de que no fue un accidente empezar escuchando al comienzo del retiro, las palabras del Salmo 63: "¡Oh Dios, tu eres mi Dios mío! ¡desde el amanecer ya te estoy buscando! Mi alma tiene sed de ti". Recuerdo como reflexionamos sobre nuestra insistencia en querer hacerlo todo por nosotros mismos. ¡Los discípulos echaron sus redes y no pescaron nada! Pero cuando Jesús aparece... Ah, cuando Jesús aparece, ¡todo cambia! Después de todo, ¡es Él que hace todo posible en nuestras vidas! Qué bueno es entender que todos mis miedos, mis inseguridades, todos los obstáculos pueden ser superados si confío en Dios, un Dios que es amor y que nos ama hasta la última gota de amor. Por otro lado, fuimos invitados a meditar en qué medida permitimos que Dios nos ame... El discípulo amado puedo ser yo, ¡puedes ser tú! ¡El discípulo amado es todo aquel que permite que Dios entre en su vida y se deja amar por Él! ¡El amor de Dios es un regalo gratis! ¡Él no nos ama porque seamos guapos o porque sólo hagamos el bien! ¡Él nos ama tal como somos! ¡Él nos ama con nuestras limitaciones! ¡Él nos ama con nuestros errores! Honestamente siento que Dios me ama a pesar de todas mis debilidades y todos mis errores, me da una alegría y una paz interior que sólo puede venir de Dios... ¡Nunca nos debemos resistir al amor de Dios! ¡Debemos dejarnos amar como somos! También nos invitaron a reflexionar sobre el Cristo resucitado porque quien no hace la experiencia de Cristo resucitado todavía no dio un saltó de fe. La fe en la resurrección nos da una nueva mirada a la realidad. ¡Llegamos a ver la vida de otra manera! ¡Creo, sinceramente que este retiro me ha ayudado mucho en el crecimiento de mi fe! Yo, en realidad, me encontré con Dios varias veces este fin de semana: en las diferentes explicaciones de la palabra de Dios; en las meditaciones personales; en misa; en la reconciliación; en la contemplación de la naturaleza... Terminamos el retiro con la celebración de la Eucaristía dominical. Como la mujer samaritana, todos pedimos a Jesús: "Señor, dame de esa agua". ¡Al final todo es por Él! ¡Gracias Jesús por invitarnos a pasar este hermoso retiro contigo! ¡Eres importante para mí, Eres importante para nosotros, Laicos Misioneros Combonianos! ¡Te queremos! También en la Eucaristía del domingo, la LMC Cristina Sousa, con la familia LMC, declaró su compromiso. También ella hace parte del plan que Comboni soñó, también ella es una de las mil vidas para la misión. LMC PortugalFomos, pois, convidados, a reflectir sobre várias passagens bíblicas que nos foram propostas! Foi intenso! Foi emocionante! Como já tive oportunidade de referir, a vida espiritual precisa de momentos de grande silêncio exterior e de grande trabalho interior! E este retiro foi muito fértil em momentos de reflexão, em momentos de encontro pessoal com Deus e em momentos de sentirmos o Seu amor puro, de tal modo grandioso, como aquele momento em que deixou o nosso coração limpo, após o sacramento da reconciliação.

Nada é por acaso e de certeza que não foi por acaso termos começado por escutar, no início do retiro, as palavras do salmo 63, “Ó Deus, Tu és o meu Deus! Anseio por ti! A minha alma tem sede de ti”.

Recordo-me de reflectirmos sobre a nossa insistência em querermos fazer tudo por nós próprios. Os discípulos atiraram as redes e não apanharam nada! Mas quando aparece Jesus… Ah quando aparece Jesus, tudo muda! Afinal é Ele que torna tudo possível nas nossas vidas! Que bom é compreender que todos os meus medos, todas as minhas inseguranças, todos os obstáculos podem ser ultrapassados se confiar em Deus, num Deus que é amor e que nos ama até à última gota de amor.

Retiro LMC PortugalPor outro lado, fomos convidados a meditar até que ponto permitimos que Deus nos ame… O discípulo amado posso ser eu, podes ser tu! O discípulo amado é todo aquele que permite que Deus entre na Sua vida e se deixa ser por Ele amado! É que o amor de Deus é um dom gratuito! Ele não nos ama porque somos bonitos ou porque só fazemos o bem! Ele ama-nos como somos! Ama-nos com as nossas limitações! Ama-nos com os nossos erros! Sinceramente, sentir que Deus me ama, apesar de todas as minhas fragilidades e de todos os meus erros, dá-me uma alegria e uma paz interior que só podem vir de Deus…. Não devemos nunca resistir ao amor de Deus! Devemos, antes, deixarmo-nos amar assim como somos!

Fomos, ainda, convidados a meditar no Cristo Ressuscitado pois quem não faz a experiência de Cristo ressuscitado ainda não deu um salto na fé. A fé na ressurreição dá-nos um olhar novo sobre a realidade. Passamos a olhar a vida de modo diferente!

Acredito, sinceramente, que este retiro me tenha ajudado muito no crescimento da minha fé! Sinto, de verdade, que me encontrei com Deus várias vezes ao longo do fim-de-semana: nas várias explicações da palavra de Deus; nas meditações pessoais; na Eucaristia; na Reconciliação; na contemplação da natureza…

Terminámos o retiro com a celebração da Eucaristia dominical! Tal como a samaritana, todos dissemos a Jesus, “Senhor dá-me dessa água”. Afinal tudo é por Ele! Obrigado Jesus por nos teres convidado a passar este lindo retiro contigo! És importante para mim, és importante para nós, Leigos Missionários Combonianos! Gostamos muito de ti!

Também na Eucaristia dominical, a LMC Cristina Sousa, junto da família LMC, declarou o seu compromisso. Também ela faz parte do Plano que Comboni sonhou, também ela é, uma das mil vidas para a missão.

Retiro LMC Portugal

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