Leigos Missionários Combonianos

Notícia de Piquiá (Brasil)

LMC Brasil

LMC BrasilBom dia amig@s, espero que se encontrem tod@s bem.

Nós estamos bem e muito felizes, pois ontem foi um dia muito especial. O Piquiá de Baixo fez mais uma conquista, o contrato da segunda fase do projecto do reassentamento que possibilita o início da obra de construção do novo bairro foi assinado. A alegria deste momento foi contagiante e entre sorrisos, abraços e lágrimas a esperança foi reavivada.

Dia 17 de setembro ficará marcado em muitos corações como um dia onde um sonho fica mais próximo de se tornar real, a caminhada ainda é grande, mas o povo seguirá lutando pelos seus direitos.

Uma data muito simbólica para nós, por ter coincidido com o dia em que lembramos Dom Franco  Masserdotti, missionário comboniano que trabalhou em Balsas, cidade do sul do Estado do Maranhão. O seu testemunho de vida foi marcado pela defesa dos direitos humanos e dos povos indígenas e pela defesa da família e da justiça social.  Ele insistia que para além de dar um peixe e de ensinar a pescar, é necessário “limpar o rio” contaminado pela injustiça social.

Agradecemos as vossas orações e sigamos juntos,

Liliana e Flávio, LMC Brasil

Deixamos aqui um vídeo para apresentar em profundidade a realidade desde povo

Visita coordenador internacional LMC a Balsas

LMC BrasilNo dia oito de março deste ano tivemos a alegria de receber o coordenador internacional dos LMC’s, Alberto de la Portilla em visita ao Grupo de Espiritualidade Comboniana de Balsas-MA. Oportunidade essa que nos possibilitou aprofundar o conhecimento do trabalho realizado pelos LMC’s a nível mundial.

Foi uma bonita partilha que muito contribuiu para o fortalecimento do nosso grupo.

Nossa gratidão e que Deus abençoe a todos.

Paz e bem

Ortegal

Grupo de Espiritualidade Comboniana de Balsas

Prêmio empreendedor social

LMC BrasilValdeci Antonio Ferreira é fundador dos Leigos Missionários Combonianos do Brasil, tem 55 anos de vida dos quais 34 são dedicados aos encarcerados.

Depois de longos anos à frente das APACs (Assistência de Proteção aos encarcerados), atualmente é presidente da FBAC (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Encarcerados).

Neste final de semana Valdeci foi premiado pela Folha do Estado de São Paulo com o prêmio empreendedor social por franquia de prisão humanizada.

A ele e a todos os colaboradores nossos parabéns.

Comboni seja sempre o grande intercessor nesta caminhada de ressurreição.

Lourdes LMC Brasil

 

Folha de São Paulo

LMC Brasil

Valdeci Ferreira, da Fbac, é premiado por franquia de prisão humanizada

Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira, da Fbac, é premiado com franquia de prisão humanizada

Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira, 55, venceu a 13ª edição do Prêmio Empreendedor Social, na noite desta segunda-feira (6), em cerimônia no Teatro Porto Seguro, em São Paulo.

Ele lidera a Fbac, federação que congrega as Apacs (Associações de Proteção e Assistência aos Condenados). Sua missão é disseminar metodologia inovadora de ressocialização de prisioneiros, que se propõe a recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer as vítimas e promover a justiça restaurativa.

Ao receber o troféu, o empreendedor disse que jamais imaginaria há 34 anos, quando visitou pela primeira vez uma cadeia, em Itaúna (MG), ter a honra de receber o prêmio principal da noite.

“A vida não colocou tapetes para eu pisar, ela colocou degraus e hoje é mais um degrau que estamos subindo”, disse, emocionado. “Preciso dividir esse momento com todos os recuperandos que passaram pela Apac e os que continuam lá e são a razão de ser da nossa obra e da renúncia que fiz na minha vida.”

Um deles subiu ao palco, mesmo na cadeira de rodas. “Aqui, na frente de vocês, está alguém que passou pela Apac. Sou um ex-recuperando e eu acreditei nesse homem”, disse Rinaldo Guimarães.

“Valdeci sempre fala uma frase de Santo Agostinho. A esperança tem duas filhas: a indignação e a coragem. A indignação para não aceitar as coisas como elas estão e a coragem para, como esse homem aqui, mudar e fazer a diferença”, completou.

Como reconhecimento de seu trabalho, Ferreira foi escolhido como Empreendedor Social do Ano entre 160 inscritos no maior concurso da área na América Latina, realizado pela Folha, em parceria com a Fundação Schwab.

Estima-se que já passaram pelas Apacs, unidades prisionais humanizadas, sem armas nem guardas armados, mais de 33 mil condenados pela justiça brasileira. O sistema alternativo hoje abriga 3.500 presos espalhados em 48 unidades pelo Brasil. O método também está sendo aplicado em 19 países.

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A entidade desenvolveu, em 1972, uma metodologia de 12 elementos, como trabalho, valorização humana, assistência jurídica, família, mérito e o princípio de recuperando ajudando recuperando.

Método este que resulta em 20% a 28% de reincidência –contra 85% no sistema prisional comum– ao custo de um terço do preço.

Ferreira disputou a categoria principal com Bernardo Bonjean, 40, líder da Avante, fintech que oferece crédito e serviços humanizados para microempreendedores não atendidos pelos bancos, e Ronaldo Lemos, 41, do ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade), que desenvolveu o aplicativo ‘Mudamos’, ferramenta de democracia direta para coleta de assinaturas digitais para projetos de lei de autoria popular.

Piquiá

LMC BrasilFui visitar uma mina a céu aberto, a maior mina do mundo de extração de ferro situada na serra de Carajás. Quando cheguei fiquei impressionada com a sua grandeza, coloquei um olhar técnico sobre aquela exploração e pensei: em tempos daria tudo para trabalhar num local como este… Depois olhei a realidade daquele espaço e senti uma dor muito grande, lembrei-me de todos aqueles que são afetados pelos impactos por ela provocados ao longo de centenas de quilômetros. Não foi por acaso que viajamos uma noite inteira para visitar esta mina, é que entre a Serra de Carajás e o Porto de São Luís está o Piquiá.

E no Piquiá, missão onde nos encontramos, sentimos bem de perto os impactos sócio-ambientais por ela causados. O material extraído nesse local é transportado de trem para o Piquiá para ser trabalhado nas várias siderúrgicas aqui instaladas e depois encaminhado novamente de trem para o porto de São Luís de onde sai para diferentes destinos do mundo.

Piquiá é um bairro da periferia de Açailândia, MA, e divide-se em Piquiá de Cima, onde nós vivemos, e Piquiá de Baixo, onde as siderúrgicas estão instaladas nos quintais das casas.

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Os habitantes de Piquiá de Baixo sofrem diariamente com a poluição proveniente destas indústrias. Com a chegada do verão a poluição está a aumentar e todos os dias é possível ver nuvens negras a sair das chaminés sem qualquer tipo de controle de emissões e sem qualquer tipo de fiscalização por parte do governo. É impressionante a quantidade de pó de ferro que anda no ar, e o incômodo que provoca no nosso bem estar e saúde. Nas visitas que fiz às famílias de Piquiá de Baixo, não pude ficar indiferente às histórias de vida e sofrimento vividas por esta comunidade devido à poluição e ao impacto ambiental destrutivo provocado neste que era um pequeno paraíso.

Ao longo dos anos as lutas têm sido muitas, a população juntou-se para lutar pelo que é seu de direito, um ambiente saudável e limpo para viver e, pouco a pouco, tem feito as suas conquistas nesta luta contra gigantes por uma moradia digna. Neste momento já tem um terreno e um projeto para a construção de um novo bairro, o Piquiá da Conquista, distante do foco da poluição. Agora o maior entrave é a burocracia, mas a esperança continua viva…

Piquiá de Baixo, reassentamento já!

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Liliana e Flávio LMC Brasil