No mês em que celebramos o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, oremos para que todos os membros da Família Comboniana que trabalham na comunicação saibam contar a beleza que habita o mundo com histórias boas que edificam e dão esperança. Oremos.
Depois de uma longa viagem, chegámos a Lima, no Peru. Fomos recebidos com muito carinho pela Sra. Ana e pelo Sr. Fisher, dos LMC do Peru. Era a primeira vez que passávamos a Semana Santa fora e longe do nosso país e da nossa família.
Celebrámos o Domingo de Ramos na capela perto da nossa casa. Gostámos das canções e das orações. As pessoas ficaram muito contentes por nos conhecer. Deram-nos um breve momento para nos apresentarmos.
Na Sexta-Feira Santa, fomos ao bairro de Pamplona para a Via Sacra. Foi uma experiência nova. Em todos os lugares, partilhámos a comida e a alegria.
Nos outros dias, fomos visitar as famílias dos LMC que vivem em Lima e também fomos à casa dos escolásticos e à casa provincial. Nós também visitámos o centro de Lima para fazer turismo e ver lugares muito bonitos.
Por enquanto, estamos a ter uma experiência muito boa. Gostamos da comida do Peru. O clima é favorável para nós. Aprendemos sobre a cultura, sobre o dinheiro e como se paga a comida e outras coisas.
Atualmente, estamos a estudar muito para progredir no espanhol. Desejamos aprender bem o espanhol para podermos prestar o melhor serviço missionário possível. Aprendemos muito sobre a cultura, a história e também temos uma boa interação com as pessoas.
Na quinta-feira santa, dedicamos nossa manhã para um momento de oração no sítio de uma família da comunidade do Ipê. Rezamos juntos e meditamos o texto escrito pelo Valdeci sobre a CF 2026.
Depois passeamos observando as gritantes contradições ao nosso redor.
Ipê Amarelo é um bairro nascido da organização de famílias sem casa e que pagavam aluguel. É uma realidade de conquista de uma moradia na década de 90, que com muita luta e resistência saíram das lonas para suas casas. Mas também tem como divisa um grande muro que marca a desigualdade social, pois atrás dos muros, vigiados por seguranças, encontra-se um dos condomínios mais luxuosos da região. A visita às famílias foi um momento de ouvir as histórias, conhecer as alegrias e desafios e saborear da hospitalidade característica da comunidade,
À noite participamos do lava pés na Comunidade N. Sra Aparecida, um momento muito bonito que nos fez lembrar que “somos a igreja do pão repartido, do abraço e da paz”.
A quarta-feira da Semana Santa fomos ao Memorial Brumadinho, espaço de memória e “uma conquista das famílias das 272 vítimas fatais do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 25 de janeiro de 2019 em Brumadinho/MG”.
Esta foi uma visita que nos fez parar e nos perguntar: ”O que estamos fazendo com o nosso planeta?” Saímos profundamente impactados pela história do lugar, o rastro de destruição deixado pela mineração e a sensação que mudam os lugares, mas a prática destrutiva do modelo de exploração vigente é o mesmo em muitos lugares. Comunidades impactadas, mortes de pessoas, de rios, de sistemas inteiros e uma grande marca de impunidade.
Rompimento antes e depois – Fonte – Correio Braziliense
Tudo o que vimos, ouvimos e sentimos nos fez refletir sobre a necessidade de aprofundar a dimensão da Espiritualidade da Ecologia integral, que nos reconecta com nossa casa comum, com nossos irmãos e nos lembra que tudo está interligado.
A Campanha da Fraternidade de 2026 nos convida a contemplar uma das afirmações mais profundas da fé cristã: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). O prólogo do Evangelho de João revela o coração do mistério da encarnação. Deus não permaneceu distante da realidade humana. O Verbo se fez carne, assumiu nossa condição, entrou na história e escolheu habitar no meio da humanidade. Não veio como um visitante passageiro, mas como alguém que decidiu compartilhar a vida, as dores e as esperanças do seu povo.
A encarnação é, portanto, o grande gesto de proximidade de Deus. Em Jesus, Deus se aproxima da humanidade ferida, especialmente daqueles que vivem à margem: os pobres, os excluídos, os esquecidos da sociedade. Cristo nasce em uma realidade simples, cresce entre os pequenos, caminha com os que sofrem e anuncia um Reino onde os últimos são colocados no centro. Essa lógica do Evangelho rompe com a mentalidade do poder e da indiferença, e revela um Deus que escolhe a proximidade, a compaixão e o serviço.
Essa perspectiva ilumina profundamente a espiritualidade missionária comboniana. Inspirados por São Daniel Comboni, os missionários e missionárias são chamados a fazer o mesmo movimento de Jesus: ir ao encontro, viver no meio e caminhar junto com os mais pobres. Comboni compreendeu que a missão não acontece a partir de uma posição de superioridade ou distância, mas da partilha concreta da vida com aqueles que mais precisam. Seu sonho missionário era claro: salvar a África com a própria África, valorizando os povos, suas culturas e sua dignidade.
Dentro dessa lógica, os leigos missionários combonianos possuem um papel essencial. Eles testemunham que a missão não é exclusiva de religiosos ou sacerdotes, mas é uma vocação de todo o povo de Deus. O leigo missionário é aquele que, inserido na vida cotidiana — no trabalho, na família, na comunidade — torna-se presença viva do Evangelho. Ele assume a missão como estilo de vida, levando a presença de Cristo aos lugares onde muitas vezes a Igreja institucional não consegue chegar.
A encarnação nos ensina que Deus não transforma o mundo à distância. Ele se compromete com a realidade humana. Do mesmo modo, os leigos missionários combonianos são chamados a habitar as periferias existenciais, aproximar-se das dores da humanidade e construir sinais concretos de esperança. Estar junto dos pobres não é apenas uma atitude de solidariedade social, mas uma dimensão profunda da fé cristã. Nos rostos dos pobres e vulneráveis encontramos o próprio Cristo que continua a nos interpelar.
Nesse sentido, o tema da Campanha da Fraternidade de 2026 “Ele veio morar entre nós” torna-se também um convite para cada cristão: permitir que Cristo continue habitando no mundo através de nossas atitudes. Quando nos aproximamos dos que sofrem, quando partilhamos a vida com os esquecidos, quando lutamos para que todos tenham dignidade, estamos prolongando a presença de Deus no meio da humanidade.
Porque, onde a vida é defendida, onde a dignidade é restaurada e onde os pobres são acolhidos, ali Deus continua habitando no meio de nós.
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