Com muita alegria a comunidade Nossa Senhora Aparecida, na vila Ipê Amarelo, em Contagem, Estado de Minas Gerais, recebe a família que atravessou km e km para chegar ao Brasil e juntos com o povo brasileiro proclamarem o evangelho e dar testemunho que Jesus Cristo vive e reina.
A curiosidade é tamanha, ficaram admirados por tanta coragem para com quem recebe e sobretudo para eles que chegam com os quatro filhos.
Muitas perguntas dos dois lados! Que lindos, como descobriram o Ipê Amarelo, entendem o português, quantos dias ficam? O carisma comboniano e o sorriso das crianças e dos pais vão dando as respostas sem que ninguém precise traduzir, o coração e os olham falam, a fé, a coragem, o amor traduzem parte deste mistério missionário. Já no aeroporto, todos cansados, já brilhava o olhar! Fizemos uma longa caminhada de ônibus até Contagem, onde esperávamos padres Combonianos e um jovem senhor aqui da comunidade.
Três carros, ousadia mesmo, brincávamos pelo caminho que era uma carreata, só nos faltava buzinar feito loucos pela longa estrada até chegar na casa de missão. O rosto com a expressão do cansaço, mas o sorriso esboçava a alegria da chegada.
Dois dias apenas em terras brasileiras e parece que há anos estão por aqui!
A coragem de arriscar envolve-os e aqui estão, já nesta semana iniciam as aulas de inculturação, português e tudo que a missão pede, aos poucos vão descobrindo os costumes do povo mineiro.
Sejam bem-vindos e juntos vamos seguindo os passos de Jesus missionário em terras de Minas.
Bom dia amig@s, espero que se encontrem tod@s bem.
Nós estamos bem e muito felizes, pois ontem foi um dia muito especial. O Piquiá de Baixo fez mais uma conquista, o contrato da segunda fase do projecto do reassentamento que possibilita o início da obra de construção do novo bairro foi assinado. A alegria deste momento foi contagiante e entre sorrisos, abraços e lágrimas a esperança foi reavivada.
Dia 17 de setembro ficará marcado em muitos corações como um dia onde um sonho fica mais próximo de se tornar real, a caminhada ainda é grande, mas o povo seguirá lutando pelos seus direitos.
Uma data muito simbólica para nós, por ter coincidido com o dia em que lembramos Dom Franco Masserdotti, missionário comboniano que trabalhou em Balsas, cidade do sul do Estado do Maranhão. O seu testemunho de vida foi marcado pela defesa dos direitos humanos e dos povos indígenas e pela defesa da família e da justiça social. Ele insistia que para além de dar um peixe e de ensinar a pescar, é necessário “limpar o rio” contaminado pela injustiça social.
Agradecemos as vossas orações e sigamos juntos,
Liliana e Flávio, LMC Brasil
Deixamos aqui um vídeo para apresentar em profundidade a realidade desde povo
No dia oito de março deste ano tivemos a alegria de receber o coordenador internacional dos LMC’s, Alberto de la Portilla em visita ao Grupo de Espiritualidade Comboniana de Balsas-MA. Oportunidade essa que nos possibilitou aprofundar o conhecimento do trabalho realizado pelos LMC’s a nível mundial.
Foi uma bonita partilha que muito contribuiu para o fortalecimento do nosso grupo.
Valdeci Antonio Ferreira é fundador dos Leigos Missionários Combonianos do Brasil, tem 55 anos de vida dos quais 34 são dedicados aos encarcerados.
Depois de longos anos à frente das APACs (Assistência de Proteção aos encarcerados), atualmente é presidente da FBAC (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Encarcerados).
Neste final de semana Valdeci foi premiado pela Folha do Estado de São Paulo com o prêmio empreendedor social por franquia de prisão humanizada.
A ele e a todos os colaboradores nossos parabéns.
Comboni seja sempre o grande intercessor nesta caminhada de ressurreição.
Valdeci Ferreira, da Fbac, é premiado por franquia de prisão humanizada
Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira, da Fbac, é premiado com franquia de prisão humanizada
Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira, 55, venceu a 13ª edição do Prêmio Empreendedor Social, na noite desta segunda-feira (6), em cerimônia no Teatro Porto Seguro, em São Paulo.
Ele lidera a Fbac, federação que congrega as Apacs (Associações de Proteção e Assistência aos Condenados). Sua missão é disseminar metodologia inovadora de ressocialização de prisioneiros, que se propõe a recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer as vítimas e promover a justiça restaurativa.
Ao receber o troféu, o empreendedor disse que jamais imaginaria há 34 anos, quando visitou pela primeira vez uma cadeia, em Itaúna (MG), ter a honra de receber o prêmio principal da noite.
“A vida não colocou tapetes para eu pisar, ela colocou degraus e hoje é mais um degrau que estamos subindo”, disse, emocionado. “Preciso dividir esse momento com todos os recuperandos que passaram pela Apac e os que continuam lá e são a razão de ser da nossa obra e da renúncia que fiz na minha vida.”
Um deles subiu ao palco, mesmo na cadeira de rodas. “Aqui, na frente de vocês, está alguém que passou pela Apac. Sou um ex-recuperando e eu acreditei nesse homem”, disse Rinaldo Guimarães.
“Valdeci sempre fala uma frase de Santo Agostinho. A esperança tem duas filhas: a indignação e a coragem. A indignação para não aceitar as coisas como elas estão e a coragem para, como esse homem aqui, mudar e fazer a diferença”, completou.
Como reconhecimento de seu trabalho, Ferreira foi escolhido como Empreendedor Social do Ano entre 160 inscritos no maior concurso da área na América Latina, realizado pela Folha, em parceria com a Fundação Schwab.
Estima-se que já passaram pelas Apacs, unidades prisionais humanizadas, sem armas nem guardas armados, mais de 33 mil condenados pela justiça brasileira. O sistema alternativo hoje abriga 3.500 presos espalhados em 48 unidades pelo Brasil. O método também está sendo aplicado em 19 países.
A entidade desenvolveu, em 1972, uma metodologia de 12 elementos, como trabalho, valorização humana, assistência jurídica, família, mérito e o princípio de recuperando ajudando recuperando.
Método este que resulta em 20% a 28% de reincidência –contra 85% no sistema prisional comum– ao custo de um terço do preço.
Ferreira disputou a categoria principal com Bernardo Bonjean, 40, líder da Avante, fintech que oferece crédito e serviços humanizados para microempreendedores não atendidos pelos bancos, e Ronaldo Lemos, 41, do ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade), que desenvolveu o aplicativo ‘Mudamos’, ferramenta de democracia direta para coleta de assinaturas digitais para projetos de lei de autoria popular.
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