Leigos Missionários Combonianos

Missionárias Seculares Combonianas

«O Senhor também vos escolheu para colaborar com a oração, a doação total de vós mesmas e a obra do apostolado, colocando-vos na mesma família fundada pelo nosso pai, Monsenhor Daniele Comboni».
Esta expressão do padre Egidio Ramponi – a quem se deve a ideia fundadora do nosso Instituto – dirigida às primeiras quatro jovens mulheres que, em 22 de agosto de 1951, se entregaram ao Senhor no que viria a ser o Instituto Secular Missionárias Combonianas, contém o núcleo essencial da nossa vocação e pertença à Família Comboniana.

A aprovação pontifícia de 22 de maio de 1983 foi uma etapa importante para o nosso Instituto, um ponto de chegada de uma história que foi evoluindo, mas também um ponto de partida para um caminho que nos levaria a focar melhor a nossa identidade, até hoje. A recente aprovação das Constituições atualizadas, fruto de um longo período de reflexão, é um sinal disso.

O nosso próprio nome, Missionárias Seculares Combonianas, expressa a identidade da nossa vocação, que tem o seu fundamento na própria experiência de Cristo vivida por Comboni, no seu amor pelos últimos e em «fazer causa comum com eles». Partilhar a sua paixão por Cristo e pela humanidade traduz-se na doação total de nós mesmas em resposta ao chamamento, através da profissão dos conselhos evangélicos.

Uma paixão que se alimenta no encontro pessoal com o Senhor, do qual brota o desejo de partilhar com todas as pessoas, e em particular com aqueles que estão mais distantes, a Boa Nova do Evangelho, para que todos possam conhecê-Lo e encontrá-Lo e ter vida em abundância (cf. Jo 10, 10).

A «secularidade» é a dimensão que caracteriza o espírito e a forma como encarnamos o dom do carisma comboniano; isto une-nos à condição de todos os cristãos leigos que vivem no mundo, inseridos no seu ambiente social, profissional e eclesial.

É um modo de viver que tem a sua referência na Encarnação do Filho de Deus e que implica uma plena pertença à história, vivida ao estilo de Jesus, o mais humano dos homens, filho e irmão de todos, que nos leva a partilhar as mesmas situações, mesmo de precariedade e incerteza, da maioria das pessoas comuns, a assumir os desafios, os sofrimentos e as esperanças da humanidade.

Como Missionárias Seculares Combonianas, estamos inseridas, cada uma no seu ambiente, na sua situação, vivendo do seu trabalho. Esta é a nossa maneira de transformar o mundo a partir de dentro com o espírito do Evangelho.

Em sintonia com as imagens evangélicas do sal e do fermento, elementos simples da vida quotidiana que atuam a partir de dentro, colocamos a ênfase em ser fermento missionário em todas as realidades e situações humanas, mais do que na visibilidade da organização, das obras ou das estruturas.
Este é o elemento que nos une a todas na pluralidade das situações de vida, ambientes, atividades, idades, e que se manifesta numa multiplicidade de formas de viver e expressar a missão.

Cultivamos uma atitude de abertura às situações de fronteira no nosso país ou em países diferentes, dispostas a ir às diferentes periferias do mundo. Um «ir» que é, antes de tudo, um sair de nós mesmas, dos nossos limites estreitos, para alargar os horizontes ao mundo inteiro, especialmente às pessoas mais pobres, aos últimos…; uma atitude que permeia toda a nossa experiência e que pode concretizar-se também na escolha de um serviço em contextos ou lugares diferentes daqueles da vida comum.

Anima-nos o desejo de manter viva em toda a parte aquela abertura missionária que faz do partir dos últimos o critério, não só de uma vida evangélica autêntica, mas também humana.

Sentimo-nos chamadas a viver em primeira pessoa esta «tensão de saída», sendo testemunhas também para os outros de todas as formas possíveis, nas relações interpessoais, nas diferentes situações quotidianas, nas comunidades cristãs e em todos os contextos de vida e de compromisso, também através de iniciativas específicas, abertas à colaboração com todas as pessoas de boa vontade.

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